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quarta-feira, 25 de março de 2009

Sistema linfático!



CAPILARES LINFÁTICOS

Os capilares iniciais caracterizam-se por um cilindro de células endoteliais, cujas extremidades assemelham-se a dedos de uma luva e nascem no interstício. Suas células sobrepõem-se em forma de escamas ou telhas, sem que haja conexões fixas entre si.Em conseqüência da grande permeabilidade dos capilares, parte do líquido drenado volta para o tecido, mas as macro-moléculas e o restante do líquido terão de seguir no interior dos vasos em direção aos linfonodos.Os capilares, devido a sua fragilidade, colabam com facilidade, por exemplo, por pressões externas ou por aumento considerável da pressão intersticial.Por outro lado, possuem um potencial muito grande de regeneração. Quando cortados, regeneram-se em pouco tempo. Seu número pode aumentar em pouco tempo em caso de trauma ou obstrução.O calibre dos capilares linfáticos é bem maior que o dos capilares sangüíneos, porém o lúmen dos grandes vasos linfáticos é bem menor que o das veias correspondentes.

VASOS LINFÁTICOS

Vasos linfáticos originam-se nos espaços tissulares (capilares linfáticos) e se unem para formar vasos maiores (vasos linfáticos). Esses se assemelham às veias, mas têm uma parede muito mais delgada, mais valvas e são interrompidas por linfonodos em vários intervalos.Enquanto 80% do sistema venoso situa-se em profundidade, 80% da linfa circula na superfície. Os vasos linfáticos têm um papel de transporte da linfa, da periferia para a profundidade do organismo. Podem ocorrer, ocasionalmente, anastomoses linfáticas que comunicam os dois plexos entre si.
Pré-Coletores e Coletores Vasos de calibres diferentes, porém de estrutura similar, constituem uma via de drenagem muito importante. Eles prolongam os capilares e encaminham a linfa em direção aos linfonodos. Eles são de dois tipos:- Superficiais e Supra Aponeuróticos
Numerosos, aderem ao tecido cutâneo e estão ligados a uma rede de fibras de colágeno.
Alojam-se entre as camadas de gordura e quase não são satélites dos vasos sangüíneos.
- Profundo e Infra-Aponeuróticos
Pouco numerosos, são satélites dos vasos sangüíneos e dos nervos.

CANAIS LINFÁTICOS
Canal linfático direitoRecebe toda a linfa proveniente da metade direita da cabeça, pescoço, hemitórax e do membro superior direito.Canal torácico esquerdo
O ducto torácico, o principal canal linfático do organismo, é estruturado de forma mais complexa em relação aos vasos linfáticos de menor calibre. O inicio do ducto torácico recebe o nome de cisterna de pecquet, devido ao seu descobridor. Sua forma é bastante variada.
Recebe toda a linfa proveniente da metade esquerda da cabeça, pescoço, hemitórax e membro superior esquerdo. Também do abdômen, costas, glúteos e membros inferiores.
Parte branca: área drenada pelo CLD. Desemboca nas veias jugular e subclávia direita.
Drena um quarto da linfa total do organismo. Parte sombreada: área drenada pelo CTE. Este canal mede em torno de 0,5 a 10 mm de diâmetro e de 38 a 45 cm de comprimento, desemboca nas veias jugular e subclávia esquerda.
Drena os três quartos da linfa total do organismo.

LINFONODOS

Estão interpostos no trajeto dos vasos linfáticos e agem como uma barreira ou filtro contra a penetração na corrente circulatória de microorganismos, toxinas ou substâncias estranhas ao organismo. Os linfonodos são, portanto, elementos de defesa, e para tanto produzem glóbulos brancos, principalmente linfócitos.
Os linfonodos variam muito em forma, tamanho e coloração, ocorrendo geralmente em grupos, embora possam apresentar-se isolados.
Freqüentemente são localizados ao longo do trajeto de vasos sangüíneos, como ocorre no pescoço e cavidades torácica, abdominal e pélvica.
Na axila e na região inguinal, são abundantes, sendo em geral palpáveis nesta última.
Como reação a uma inflamação, o linfonodo pode intumescer-se e tornar-se doloroso, fenômeno conhecido como íngua.
A passagem da linfa pelo linfonodo remove, por fagocitose pelos macrófagos, cerca de 99% das moléculas, microorganismos e células estranhas.




VASOS PROFUNDOS E SUPERFICIAIS
DA DRENAGEM LINFÁTICA E OS LINFONODOS RELACIONADOS


O sistema vascular linfático, como já vimos, possui dois plexos: um superficial, com origem tissular; e outro mais profundo, que segue as veias profundas, que via de regra caminham com artérias e nervos acompanhantes. Os vasos superficiais passam através das fáscias e os linfonodos relacionados são encontrados usualmente onde as veias superficiais encontram-se com as profundas. No membro superior, ambos os plexos atingem os linfonodos axilares. No membro inferior, fluem para os linfonodos inguinais. No pescoço, os vasos linfáticos passam pelos linfonodos cervicais em uma grande variedade de locais, terminando de passar para os linfonodos profundos próximos aos grandes ductos linfáticos.Sendo assim, na superfície corpórea, três grupos de linfonodos podem ser encontrados e merecem destaque: são os linfonodos cervicais, axilares e inguinais. Ocasionalmente, alguns poucos linfonodos podem ser encontrados atrás dos joelhos ou no cotovelo.

ORGÃOS LINFÁTICOS
Não podemos esquecer que no organismo existem outros órgãos que são compostos por tecidos linfóides, indo de organização simples a complexa. São eles: baço, timo e tonsilas.



Fonte: Belezain
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